Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
É incrível a quantidade de coisa que a gente consegue fazer quando acorda cedo. Eu adoro acordar cedo! Sou uma pessoa essencialmente diurna e, apesar de gostar da noite também, me sinto bem melhor quando os horários estão devidamente organizados. Acho que eu não seria uma vampira feliz! :D

Bem, fiquei um tempinho sem postar minha rotina. Estive trabalhando muito, tanto escrevendo, quanto tocando o projeto do Pergaminhos com o Lion e resolvendo algumas questões internas que estavam me incomodando um pouco. Acredito que, vez ou outra, todos nós passemos por esse instante de contemplação interior, que me remete à magnífica obra de fantasia escrita por Michael Ende, A história sem fim.

Me lembro daquela passagem do livro na qual Atreiu, nosso heróis que busca salvar o mundo de Fantasia da destruição, se vê diante do segundo obstáculo para encontrar o oráculo Uiulala, que lhe dirá finalmente o que é o Nada que vêm devastando tudo em seu caminho. E esse segundo obstáculo é um espelho mágico, no qual a pessoa vê, não o seu reflexo, mas o seu interior. Então, conta-se que muitos guerreiros valentes e nobres cavaleiros fugiram correndo da imagem projetada, não puderam suportar seu verdadeiro eu. Atreiu vai decidido, lutando pelo que acredita, pois o mundo inteiro de Fantasia depende daquilo para continuar existindo... Só assim os homens poderão continuar sonhando. Ele se olha e o que vê, apesar de inusitado e até assombroso, não é suficiente para afugentá-lo, claro. Querem saber o que era? Leiam o livro! ~_^

A história sem fim foi um dos livros que marcou minha infância, uma obra fantástica que leio, vez ou outra, até hoje. Acho que será a próxima resenha que farei para o meu site, na sessão de Literatura, Porque vale a pena!

Agora gostaria de agradecer especialmente às pessoas que deixaram seus comentários no post anterior, comentando o meu singelo texto: obrigada, colegas e amigos de letras! O carinho e atenção de vocês é algo raro que levarei comigo sempre! Tentarei escrever outros desse tipo curtinhos, para deixar aqui.

Agora é hora de eu ir porque estou com um mundo de idéias na cabeça... Prontas para ganharem vida no papel.
Um bom final de semana para todos. Divirtam-se com responsabilidade e curtam a vida o máximo que puderem. Muita paz, harmonia e luz em seus caminhos. Sucesso e sorte no que estiverem fazendo.

Hariel.

"A vida è agora, no velho hotel da terra.
Cada um num quarto com uma história de manhãs leves e céus infinitos
e silêncios para escutar
e você se surpreenderá a cantar sem saber porquê.

A vida é agora, nas tardes frescas em que você fica com sono
e sinos giram nas nuvens
e chove nos cabelos e em cima das mesinhas do bar
e você se pergunta, incerto, quem é você...

É você que empurra pra frente seu coração
e o trabalho duro de ser homem e não saber o que será do futuro.
É você no tempo que te fará mais velho
e, sozinho em meio ao mundo, tem a vontade de procurar junto
um bem mais profundo e uma outra pessoa que te dê fôlego
e que se curve em sua direção querendo mais, sem saber bem o que é...
E você, que olha nos meus olhos nesse instante imenso,
sobreponha sua voz ao barulho das pessoas e me diga se isso tem sentido.

A vida é agora, no ar carinhoso depois do jantar
e rostos de crianças grudados na vidraça
e gramados que se alisam como gatinhos,
e estrelas que grudam nos lampiões, milhões,
enquanto você se pergunta onde você está...

É você que vai levar o seu amor por cem mil estradas
porque nunca tem fim uma viagem, mesmo que um sonho acabe.
É você que tem um vento novo em seus braços, enquanto vem ao meu encontro
e aprenderá que, para morrer, é suficiente um por do sol;
e que a alegria pode doer mais que a tristeza.
E, numa dessas noites, você vai se encontrar.
Não se desmereça, não desperdice mais um dia para se achar,
filho de um céu assim tão bonito.
A vida é agora..."
(Tradução e adaptação da música La vita è adesso)


Hariel D. Noone
2/25/2005 08:50:25 AM

Terça-feira, Fevereiro 22, 2005
Para aqueles que desejavam ler algo meu, mesmo que curto, aqui está um texto simples, porém saído do fundo de minha alma. Espero qeu gostem...

Sempre que Desejarmos


- Era para ser apenas uma reflexão... Não mais um capítulo da sua História - comentou ele, sua voz gentil preenchendo tudo ao redor.
- Eu sei. Mas acho que continuo com o péssimo hábito de falar demais.
O silêncio deitou entre ambos e aproveitou da quietude e introspecção do amigo ao lado para observar aquele lugar tão especial. O jardim estava repleto de flores, numa profusão divina de cores, perfume e segurança. O sol era tão puro que resplandecia as delicadas pétalas dos jasmins e dos lírios. Construíra aquele lugar para ser seu refúgio. Cada planta e cada grão de terra refletiam o estado mais puro de sua alma, de maneira que passara horas inteiras limpando e cuidando porque parecia estar abandonado, mesmo indo até lá todos os dias. Mais além, depois do jardim, havia a colina e seu tapete de flores amarelas, ladeada por árvores frondosas e o rio, que passava logo atrás. Correr por aquela colina, entre as flores, fora um dos poucos atos de liberdade que pudera vivenciar nos momentos mais difíceis de sua vida. Mas tudo era Antes.
- Quando vier o Depois, não verei mais o meu jardim nem a minha colina?
- Somente quando desejar. Mas agora, será real.
- Então, porque preciso olhar bem?
- Porque é um momento especial... Posso te ajudar se quiser - disse ele aproximando-se. Seus dedos se entrelaçaram e juntos caminharam para a colina. As flores estavam lá, como sempre... E os pássaros cantavam como da última vez que passara ali. - Veja que lindo... Hoje, vamos além do rio, você sabe... O que gostaria de deixar para trás?
- E posso deixar alguma coisa para trás?
- Claro que pode! - afirmou ele, sorrindo luminosamente. - O que não significa que poderá se esquecer das coisas. Deixar passar o que trazemos de pesado é sábio. Tentar apagar nossos passos pelo mundo é estupidez - silêncio. - Vamos, tente! O que gostaria de deixar para trás aqui... Deixar no Antes para fazer um Depois diferente?
Fechou os olhos para sentir mais o sol em seu rosto e o perfume das flores misturado ao aroma das árvores entranhou suas narinas... Sorriu sem querer, apertando a mão do amigo na sua em reconhecimento.
- Quero deixar a busca incessante pela perfeição que nunca atingi; a dor e a decepção que causei nas pessoas que amo; quero deixar para trás cada vez que duvidei de mim e cada lágrima que verti em vão; quero abandonar a intransigência e as mentiras que contei, todas elas, independente da intenção. Porque tudo isso me fez mal, me matou um pouco a cada dia, fez com que eu me sentisse alguém pior quando, na verdade, era apenas um ser humano, tão humano quanto qualquer outro.
Ele assentiu. E voltou a apreciar as flores num tapete uniforme e delicado.
- Então, deixe passar a traga apenas o que aprendeu com cada uma dessas dores, decepções, lágrimas e mentiras. Porque isso também faz parte de você... Tão passível de amor quanto todo o resto. Não sei se cheguei a lhe dizer, mas este é um dos lugares mais lindos que já conheci.
- Agradeço...
Ficaram um tempo calados até que ele rompeu o agradável silêncio outra vez.
- E quais as coisas boas que deseja trazer consigo?
- Nossa! São tantas que nem poderia descrever aqui! Levaria a eternidade - respondeu numa gargalhada gostosa.
- Diga. Acho que fará bem para você...
- Bem... - tornou, abrindo os braços, se afastando do amigo e sentindo a quentura deliciosa do sol em sua pele. A brisa suava lhe sussurrava todas as maravilhas que conquistaria, tudo o que sempre sonhara até então. - Trago comigo cada sorriso da pessoa que eu amo; cada momento com aqueles que me são queridos; trago a força de se lutar por um sonho, vencer os obstáculos por ele e vê-lo transformar-se em realidade; trago tudo o que aprendi contigo e com os outros, tudo que aprendi por lá com as pessoas comuns e, ao mesmo tempo tão especiais... - voltou a olhar para ele. - Trago em mim a felicidade de ter tentado, amado, vencido meus próprios limites; de ter apostado no que meu coração me dizia; de ter acreditado mais do que duvidado. Dentre outras coisas importantes, guardo em mim a essências das coisas e pessoas que desvendei e o que elas puderam me mostrar de mais verdadeiro.
Porque quando olhamos o outro, ouvimos o outro, nos aproximamos daquele estado em que a verdade transcende qualquer outra coisa, mesmo quando está oculta. Eu trago em mim a honra de ter aprendido a amar acima de todas as coisas, independente do tipo de amor... E de ter contado com a presença de pessoas queridas que estiveram ao meu lado, me incentivando e me guinado para que eu não me desviasse do meu caminho. E, em meio a isso tudo me lembro perfeitamente de ter aprendido que uma caixa e madeira, que eu comprei, lixei, pintei e envernizei, simboliza a perfeição, pois fui eu quem a fez, dando o máximo de mim com os meios que eu dispunha no momento. E, ver aquela caixa pronta, dias e dias depois, indefinidamente, me fazia acreditar que eu seria capaz de fazer qualquer coisa... Porque, no começo, não acreditei e, apesar de ela não ser tão bela quanto as que se vende nas lojas, era perfeita para mim porque eu sempre haveria de me lembrar de tudo o que fiz, de como foi bom sentir o cheiro da madeira, de quais músicas ouvi e dos sonhos que eu tinha enquanto a construía. No final... A vida é isso não é mesmo? Uma sucessão interminável e maravilhosa de escolhas e um conjunto perfeito e vitorioso de construções que nós mesmos realizamos, com palavras, gestos, pensamentos e esperança, para nos e os outros que nos cercam. Sim... Agora posso dizer que senti e sinto, de todas as formas possíveis, com toda a extensão da minha alma.
- Fico muito feliz. Significa que trará muito mais o que deixará para trás e esse é o objetivo, não?
Deu de ombros, sorrindo sempre.
- Você entende mais disso do que eu!
- Certo... - tornou o amigo, enlaçando seus dedos outra vez e conduzindo a ambos par além do campo. - Chegou o momento. Os outros estão aguardando do outro lado do rio.
- Você não vem comigo também? - perguntou, olhando para o outro e sentindo o abraço dele por trás, como se o conduzisse à água, porém não havia água alguma, apesar de o rio estar bem ali, a sua frente.
- Claro... Faz realmente muito tempo que não nos abraçamos assim. Mas não tem problema porque, a partir de agora, perceberá que o Depois, na verdade, é Sempre e poderemos nos abraçar Sempre que desejarmos.
Sorriu para ele e voltou o olhar para a margem oposta do rio, onde algumas figuras apareciam, ligeiramente difusas. Cerrou os olhos e agradeceu. Sempre é o único ponto de chegada, apesar de os caminhos serem variados. E, agora, ao olhar para trás e rever cada caminho e cada escolha, tinha orgulho do que se tornara e de tudo o que realizara de bom para estar ali.
"Sempre que desejarmos...", foi o último pensamento que lhe ocorreu antes de sair do rio e correr para os braços que aguardavam.


Hariel D. Noone

Hariel D. Noone
2/22/2005 05:08:47 PM

Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
Olá, amigos!

Estou passando aqui rapidinho para deixar um oi para todos e contar algumas novidades legais! Primeiro que o trabalho de Sangue Sobre Cedro está à todo vapor e isso me deixa muito feliz. Espero que vocês também fiquem! :D Segundo que visitei hoje dois outros Blogs muito legais. São eles: o Rabiscando, da Raquel; e o Delírios, Carinhos, Poemas, do Eudes. Parabéns aos autores e que suas vidas sejam repletas de inspiração! Os links se encontram no topo da lista de Literatura em Blog, aqui do Deixa Rolar, ok?

Gostaria também de agradecer a todos aqueles que fazem parte da minha vida, amigos queridos que estão próximos mesmo que distantes.

Deixo aqui mais um texto do Verríssimo, recebido pela minha querida amiga Danielle Joenes. Beijão, Joanes! Obrigada por se lembrar de mim e me mandar esses textos legais!

Cada semana, uma novidade.
Acho a maior graça!
Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância...
Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.
Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa zero km.
Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando latinha pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde.
E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda.
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca.
Beijar é melhor do que fumar.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada.
Sonhar é melhor do que nada...
(Luís Fernando Veríssimo)

Hariel D. Noone
2/21/2005 05:46:13 PM

Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005
Eu estou de TPM hoje. Muitos podem achar que esse negócio de TPM é frescura, mas não é. Algumas mulheres têm enxaqueca e cólicas nesse período, outras têm TPM. Uma minoria, como eu, tem as duas coisas! Dá para imaginar, né? Mas as dores nem são tão ruins porque tomando um remedinho e ficando um pouco quietinha passa. O problema é a TPM mesmo, que vem num pacote que não dá para ninguém mais suportar. Choro à toa, fico sensível demais, entro em depressão. E não é aquela depressão boba que muita gente usa como desculpa. É mais o estado de espírito no qual a gente tende a se largar na cama, não fazer nada e pensar que o mundo seria melhor se a gente não estivesse nele. É claro que o mundo continua lá fora e que nossa presença, apresar de pequena, faz toda a diferença numa obra maior, criada pela força que rege o universo (chamem como desejarem).

Mas esse assunto é muito chato. Então, antes de voltar a escrever (e graças a Deus isso está fluindo como água de dentro de mim! :D) resolvi passar aqui e responder ao comentário gentil da minha amiga Carol, deixado ontem no post abaixo deste aqui.

Olá, amiga! ;) Tudo bem? Tenho ido direto na sua página e seus textos novos estão sensacionais (mas acho que já te disse isso, né?). Resolvi te responder aqui porque o assunto está diretamente ligado com o meu post e, dessa forma, tenho certeza que você vai ler, mais cedo ou mais tarde...

Bem... A complicação com o meu personagem foi bem menor do que eu imaginava. Quer dizer, acabou que, na hora "H", o processo caminhou e a coisa se resolveu satisfatoriamente. Mas você tem razão... Quando ficamos focados numa só história, principalmente se ela for densa ou exigir muito de nós, a gente se vê, ás vezes, como que girando em círculos. Não sei. É uma sensação bem estranha que, tenho certeza, você já deve ter sentido também. Parece que já não conseguimos mais dizer o que desejamos, que as palavras estão fora de contexto e texto fora de lugar. Eu me sinto assim com relação à Noite Eterna muitas vezes e tenho que parar de escrever, mesmo que por um dia apenas. Pensar noutra coisa, criar outros textos, faz toda a diferença e, quando voltamos ao que precisa ser escrito, parece que tiramos férias ou que as idéias, antes nebulosas, estão ali novamente, expostas como roupa branca no varal, prontas para serem vistas e tocadas.

Dessa vez, não precisei "tirar minhas férias" da história, mas foi uma exceção. De qualquer forma, isso é bom e acho que aconteceu porque era um obstáculo pequeno diante de tudo o que eu desejava escrever logo em seguida. Claro que o contexto da própria cena me ajudou muito porque, apesar de eu ter a história toda já criada na minha mente, com princípio meio e fim, muita coisa a gente cria no momento em que escreve, né? Os personagens crescem, novas nuances vão surgindo, um universo fascinante vai e compondo e encaixando bem diante de nossos olhos. Não dá para descrever, eu creio. Só quem já passou pela experiência. Eu sou viciada nisso! É meu maior vício, seguido de perto pelo café e pelo chocolate! :D

Eu devia contar para vocês de algumas coisas inusitadas e até surpreendentes que me aconteceram enquanto em escrevia um ou outro livro. Acho que ninguém acreditaria! Uma delas, falando genericamente, acontece quando crio um personagem e dou certas manias a ele (eu sempre faço isso para ficar mais real). Bom, algumas dessas manias vão se transformando ao longo da narrativa por conta da própria evolução da história (o fato de eu ter criado tudo antes de escrever, não significa que o meu texto é imutável ao contrário, tudo é possível quando estamos criando, não é mesmo?). Mas algumas vezes, em situações específicas e não previstas na história, essas manias se fundamentam e nem mesmo eu havia pensado naquilo. Isso dá uma euforia tão grande! Deus... Eu amo o meu trabalho! XD

Mas acho que vou ficando por aqui porque já está muito cansativo outra vez. Quando falo em escrever acho que em perco... Mas, Carol, muita sorte para você nas suas criações. Quando não estiver mais conseguindo pegar o fio de uma história, vá fazer outra coisa: desenhar, ouvir música, escrever outro texto, jogar cartas. Vale de tudo pra gente esfriar a cabeça, olhar o mundo com outros olhos para, então, voltar àquilo que criamos. Acredito que todo escritor, vez ou outra, faça isso. Se não faz, tudo bem. A gente faz e é bom para nós, é o nosso caminho, e não precisa ser igual ao de ninguém! Nenhum caminho o é, na verdade.

Então, muita paz, luz e harmonia em seus caminhos, amigos! Não desistam de seus sonhos e que tenham sempre muitos sonhos para sonhar, pois são eles que nos impulsionam para frente. Sucesso e sorte no que estiverem fazendo.

Um beijo especial para a minha querida amiga-irmã Yumi, de quem tenho muita saudade e espero rever em breve. Saudades, menina! Se cuida e estamos sempre pensando em você, ok?

Hoje vou deixar um texto especial aqui, um poema que li no Blog do Alexandre Greco, o Assim é, se lhe parece. Indico esse Blog para todas as pessoas que gostam de ler, pois o Alexandre escreve muito bem e tem muito talento. Pelo menos eu gostei demais e transformei o Blog dele em parada obrigatória quase que diária. Visitem, não vão se arrepender. Aqui vai uma amostra singela, com autorização do próprio autor.

"(...) Agora o mundo é menor, não me parece o vasto mundo que eu queria devastar. Eu vi o tal bonde de pernas, pena-me ser daltônico, e não perceber as diferenças das pernas do bonde. É duro perceber que as horas passam, que o tempo passa; e que toda e qualquer felicidade se torna lembrança. No meu caso, minhas lembranças têm muito do que não aconteceu; um beijo não dado, um sonho não realizado, um show não visto, um porre não tomado. E a vida passa. De certo, vem outros projetos e realizações. Mas nenhum projeto tem a perfeição da arquitetura da utopia de uma criança. Agora, me flagro lendo jornal, batalhando dinheiro, pensando em futuro, que não queria tão próximo. Vi minhas palavras de infâncias sendo invadidas pelo realismo, pela carne e osso do mundo real. E, já crescidinho, aprendi a ter tristeza - não essa tristeza de ver alguém morto, mas sim a tristeza de saber que os vivos também se vão, ou, se ficam, machucam com mesma intensidade de uma perda de um ente amado.(...)"
(Trecho do texto Fui menino, de Alexandre Greco - para ler o texto
na íntegra, acesse o link
http://rodavivaainda.weblogger.terra.com.br/index.htm)

Hariel D. Noone
2/18/2005 02:08:50 PM

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005
Então gente...

Pois é. O PC está bichadérrimo, não está acessando Internet, está sem antivírus, quase nada está funcionando direito. A minha sorte é que o Word está resistindo bravamente. Coisa de louco, né? Nem e-mail estou recebendo com decência! Eles demoram mais de u dia para chegar. Mas aí não sei de quem é o problema: do meu PC, do servidor dos outros ou do meu! Vai entender essa coisa de Internet!

Estou super inspirada para escrever a segunda parte de Noite Eterna - Sangue Sobre Cedro, mas, dessa vez, me travei num detalhe muito particular, relativo a um personagem em específico. Sabe, quando você quer dar algo para o leitor, mas não quer entregar tudo e não sabe bem o que dizer? Pois então. Foi mais ou menos isso e não estou conseguindo sair do lugar! Tudo me parece... Óbvio demais, ou surpreendente demais, ou comprometedor demais para a trama! Isso é que dá ter personagens inteligentes ao extremo (às vezes, mais inteligentes que eu devo admitir). Espero que passe porque, se eu conseguir transpor essa barreira, o resto já está encaminhado na minha cabeça! Será só escrever e escrever! :D

Coloquei mais um link em Literatura em Blog. O Infinitamente Maior que Eu da Isabelle. O Assim é, se lhe Parece é do Alexandre. Indico os dois como leitura porque escrevem muito bem. Eu, particularmente, gostria de ter mais tempo disponível para curtir todos esses links legais que estou encontrando, com autores muito bons e pessoas muito especiais. Infelizmente, não dá, mas deixo aqui o meu abraço e carinho para cada um de vocês, com votos para que não deixem de escrever nunca, ok? Visitem, gente! Vahe a pena de verdade!

Recebi um texto do Luís Fernando Veríssimo que eu preciso colocar aqui porque é demais! Nossa, como esse cara escreve! Adoro as crônicas dele... Espero que gostem e que estejam todos bem.

Muita paz, luz e harmonia em seus caminhos. Sucesso e sorte no que estiverem fazendo.
Hariel.

"Mirtes não se agüentou e contou para a Lurdes:
- Viram teu marido entrando num motel.
A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua
de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.
- Quando? Onde? Com quem?
- Ontem. No Discretíssimu's.
- Com quem? Com quem?
- Isso eu não sei.
- Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?
- Não sei, Lu.
- Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.
Quando o Carlos Alberto chegou em casa a Lurdes anunciou que iria deixá-lo e contou por quê.
- Mas que história é essa, Lurdes? Você sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era você!
- Pois é. Maldita hora em que eu aceitei ir. - Discretíssimu's! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que não me identificaram.
- Pois então?
- Pois então que eu tenho que deixar você. Não vê? É o que todas as minhas amigas esperam que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.
- Mas você não foi enganada. Quem estava comigo era você!
- Mas elas não sabem disso!
- Eu não acredito, Lurdes! Você vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma convenção?
- Vou!
Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio:
- Acabo de receber um telefonema - disse. - Era o Dico.
- O que ele queria?
- Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que contar.
- O quê?
- Você foi vista saindo do motel Discretíssimu's ontem, com um homem.
- O homem era você!
- Eu sei, mas eu não fui identificado.
- Você não disse que era você?
- O que? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha própria mulher?
- E então?
- Desculpe, Lurdes, mas...
- O quê???
- Vou ter que te dar uma surra..."
(Luiz Fernando Veríssimo)


O que as pessoas não fazem com receio de serem julgadas pelos outros, não? Muito interessante. Fica também para a nossa reflexão enquanto sociedade. ~_^ Até a próxima!

Hariel D. Noone
2/17/2005 12:41:30 PM

Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005
Caros amigos...

Dessa vez é realmente preocupante, ainda mais se levarmos em conta que os trabalhos de revisão do próximo livro estão praticamente começando: meu PC está virado de novo! E, dessa vez, não foi responsabilidade minha! Aconteceu que me enviaram e-mails que continham arquivos suspeitos, o poderoso firewall do Norton, o Internet Security, interceptou e mandei bloquear todos os arquivos, como o recomendado. Daí, ao contrário do que qualquer um espera, o Norton permitiu que os arquivos excluídos por ele próprio se instalassem na máquina. Resultado: não consigo abrir quase nenhum site, principalmente os mais visitados, não consigo receber e-mails e nem enviá-los direito, essas coisas chatas que eu não consigo compreender como acontece. Cada vez mais percebo que o meu pai tem razão: a gente deve é ralar muito e ter dois computadores, um com acesso à Internet, e outro totalmente isolado dela! Essa é a ÚNICA maneira de impedir que esse pessoal desocupado fique invadindo e virando o seu computador. Estou muito chateada mesmo!

Então, meus caros, se eu desaparecer por alguns dias, não fiquem chateados. É apenas uma reclusão forçada e temporária para poder ajeitar as coisas por aqui. E, se você tem o Internet Security e acha que seu computador está imunizado, sinto muito! Isso é lenda, minha gente! Essa porcaria é exatamente igual a qualquer outro treco que eles vendem prometendo mundos e fundos e que não cumpre com o mínimo esperado.

Quero agradecer o carinho de cada um dos amigos e aos comentários dessas pessoas queridas que me visitam e me deixam feliz. Não poderei retribuir agora por conta de tudo o que falei, mas saibam que o farei tão logo possível! Obrigada... Ah, e a bonequinha foi retirada da página Candy Bar, coreana. Não fui eu quem fez mas a minha amiga Daniele, que manja MUITO dessas coisas. Assim que tudo estiver normalizado por aqui, disponibilizarei o link para vocês acessarem e fazerem os seus avatares também. Por enquanto prefiro não comprometer o meu template tentando alterá-lo nessas condições precárias. :(

Muita paz, luz e harmonia em seus caminhos. Sorte no que estiverem fazendo.

Para refletir: "As coisas deixadas à sua própria sorte, tendem a ir de mal a pior." (Grande Murphy! Ele é que sabe das coisas...)

Hariel D. Noone
2/14/2005 12:42:54 PM

Sábado, Fevereiro 12, 2005
Pois é... Passei uma semana sem atualizar e por conta do carnaval. Espero que tenham tido um feriadão bem tranqüilo. Por aqui, fiquei em casa, assisti minha mãe desfilando na Imperatriz Leopoldinense e desenhei também. Ta certo que ainda não terminei os desenhos, mas estão a um passo de serem terminados... Falta pintar eles inteiros. Só passei o nanquim (o que foi muito porque um dos personagens tem cabelo preto, então já viu!).

Eu descobri que, para colocar na Internet, é muito melhor utilizar o nanquim porque a reprodução na tela fica mais nítida. É que eu utilizo uma outra técnica que torna o desenho mais suave e que adotei por muito tempo, que é fazer todos os traços com lápis de cor ao invés de utilizar algo escuro como nanquim. Foi fazendo desenhos para colocar na minha página que percebi que o nanquim é melhor quando queremos escanear uma imagem. Além disso, voltei também a utilizar aquarela, um material que gosto tanto quanto do pastel seco, mas havia deixado de lado por motivos de força maior (minha linda e querida irmãzinha tinha pegado a minha aquarela em bisnaga emprestada para usar nas aulas da faculdade dela e acabou com tudo! Só pude usar de novo quando ganhei um estojo novo de presente!).

Eu sempre investi muito no meu material de desenho, sabem? Investi porque acho que é importante você fazer algo bem feito, com um acabamento legal. E muitas vezes o material é tudo num desenho! Ainda estava no colégio quando comecei a junta meu dinheirinho, um pouquinho por mês, para comprar meu primeiro estojo de lápis aquarelado da Stadler. Era lindo... Todo de metal com duas bandejas e 60 cores. Naquela época já custava em torno de R$ 250,00 (em moeda atual) e era MUITO dinheiro para mim. Consegui comprar depois de vários meses e, acreditem ou não, o tenho até hoje! É com esse estojo que eu ainda desenho e cada um dos cabelos que vocês vêm no site foram feitos com ele. Claro que, com o passar do tempo fui repondo os lápis que acabaram. O representante da Stadler faliu no Brasil e ficamos um tempo sem receber material avulso. Só agora está normalizando, mas encontrei uma papelaria virtual de Porto Alegre que ainda vende esses mesmos lápis porque o meu estojo com 60 não existe mais aqui. O máximo é de 48, eu acho.

E, depois dos lápis aquarelados, veio a caixa de pastel francesa, que eu comprei e paguei uma nota em duas vezes, mas não me arrependo nem um pouco porque parece mágica de tão macia e uniforme... E a aquarela em bisnaga que, apesar de ser da Pentel, é muito boa e custou caro. O nanquim também tem que ser bom para ficar preto e não parecer água suja que caiu no papel. Meus inceis são caríssimos, presente da minha querida amiga-irmã Yumi junto com as retículas fantásticas que eu nem sabia que existiam no mundo, que foi ao Japão e me trouxe o que havia de melhor em desenho por lá! Agradeço de coração e ela sabe que uso tudo isso até hoje.

Sabem, nem sei porque estou falando de desenho aqui! Acho que é porque estou com vontade de desenhar. :P Em breve terei terminado uns desenhos e poderei incrementar a página no Humberto e colocar a do Alexander na rede, que só está esperando pelo desenho, né? Então, vou fica rna vontade de desenhar porque hoje é dia de faxina aqui em casa e daqui há pouco teremos que sair para encontrar a Dani e papear.

Eu e Lion estamos realmente colocando o projeto para frente, mas faltam alguns detalhes para que o Pergaminhos saia de vez. Mal podemos esperar para ver esse Portal se tornar realidade, principalmente depois de todo o trabalho que tivemos para correr atrás do conteúdo e da expectativa de participar de um projeto tão legal assim! Estamos trabalhando duro para isso, creiam-me! :D

Acho que vou ficando por aqui... Hoje não vou deixar nenhum texto porque quero procurar uma certa passagem de uma determinada obra, mas, agora, ficou meio impraticável de me movimentar pela casa sem causar algum dano ao trabalho da faxineira. Devem ter percebido que não curto muito ficar em casa com faxina porque tenho a sensação de que estou atrapalhando o serviço alheio, coisa que detesto. Por outro lado é melhor que seja de sábado porque durante a semana estou trabalhando mesmo e não gosto de ninguém limpando à minha volta. Eu é que faço uma limpeza rápida e tudo bem.

Não vou mais me estender ou ficaram de saco cheio de mim! Muita paz, harmonia e luz em seus caminhos. Sorte e sucesso no que estiverem fazendo.

Hariel.

Hariel D. Noone
2/12/2005 09:10:34 AM

Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005
Tenho uma excelente notícia para todos vocês, amigos! Parece incrível, mas minha trava cedeu! Não estou mais deprimida porque, depois de longo tempo, me encontrei novamente na minha obra e estou escrevendo Noite Eterna como da primeira vez: entusiástica e compulsiva mente.

Quero agradece à força dos amigos queridos que leram meu post e me contataram para saber como eu estava! Amo vocês, de coração! Muito obrigada pelo carinho! :D

E, como estou escrevendo sem parar hoje, vi aqui para trazer duas novidades para o Deixa Rolar: a primeira são mais dois endereços novos, o Nascimento de um Vampiro, que trás textos sobre o assunto de autoria do Julio, e o Viajante dos Sonhos, do José Marcelo... Uma verdadeira preciosidade em crônicas e contos quotidianos que variam da ironia à crítica, passando pela dose certa de humor e sagacidade. Excelente. Para quem gosta dos gêneros, recomendo... Além do É tudo Ficção, que continua lindo, e do Ponto e Vírgula, que é tudo de bom!

Para terminar, deixo aqui para vocês um texto incrível do Millôr Fernandes, que me foi enviado pelo L.B. Corr hoje de manhã. Corr, um grande beijo, saudade e vê se aparece, meu! Você some e nem sei se melhorou mesmo da gripe...

Para todos um excelente dia. Paz, luz e harmonia em seus caminhos, Juízo nesse feriadão aí. Sucesso e muita sorte no que estiverem fazendo.
Hariel.

HighTech!
Millôr Fernandes

"Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.

O L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de paginas numeradas, feitas e papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As paginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantém automaticamente em sua seqüência correta. O uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada por meio óptico, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima pagina. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo. O comando "browse" permite acessar qualquer pagina instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento "índice" instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados. Um acessório opcional, o marcador de página, permite que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na ultima utilização, mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.

Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de paginas. Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O., através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar de um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S.

Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O."


Hariel D. Noone
2/4/2005 12:41:22 PM

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
Olá, amigos...
Bem, estou aqui, iniciando uma nova etapa do meu dia. Para aqueles que não sabem atualizei a minha homepage com vários lugares legais para ir e um desenho novo do Davi na sessão Alma Alheia. Quem quiser dar uma conferida... Bom, eu não desenho nada mas até que não ficou ruim! ^^

Para os visitantes, tenho aqui três novos endereços de Blogs Literários ou de novos escritores, tudo recolhido no Orkut. Claro que, para estarem aqui, eu escolhi aqueles que achei melhores. Mas, dessa vez, não pus apenas Blogs de pessoas que escrevem contos, crônicas ou poemas. Na verdade, peguei Blogs tipo o meu, sabem? Que funcionam como um diário de bordo ou coisa do gênero, mas de pessoas que curtem Literatura e que escrevem muito bem, coisas legais de se ler.

Para conferirem basta clicar nos três primeiros links da lista Literatura em Blog. Espero que gostem da seleção. Os autores parece ser muito boa gente!

Meu dia ainda não começou direito porque, para variar, estou brigando com os meus textos. Isso acontece porque preciso escrever Noite Eterna, mas estou possuída para escrever uma outra história, muito boa também. Não sei o que eu faço, gente! Na minha cabeça, eu deveria escrever Noite Eterna, terminar bonitinho, e só então ter vontade de escrever outra coisa qualquer. Mas não acontece assim, né? Sei lá! Daí, acabo não conseguindo escrever nada direito, nem o que preciso, nem o que eu gostaria. Muito chato. Tô deprimida! :( É... Acho que vou parar por hoje para que ninguém se sinta obrigado a ler minhas baboseiras.

Para você que gosta de um bom texto, deixo aqui um trecho maravilhoso de "Na floresta do alheamento", de Fernando Pessoa, um dos meus favoritos...

Até a próxima. Muita paz, harmonia e luz em seus caminhos. Sorte no que estiverem fazendo.
Hariel.

"(...) Loucura de sonho naquele silêncio alheio!...
A nossa vida era toda a vida... O nosso amor era o perfume do amor... Vivíamos horas impossíveis, cheias de sermos nós... E isto porque sabíamos, com toda a carne da nossa carne, que não éramos uma realidade...
Éramos impessoais, ocos de nós, outra coisa qualquer... Éramos aquela paisagem esfumada em consciência de si própria... E assim como ela era duas - de realidade que era, e ilusão - assim éramos nós obscuramente dois, nenhum de nós sabendo bem se o outro não era ele próprio, se o incerto outro vivera... (...)"



Hariel D. Noone
2/3/2005 01:18:11 PM

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
Boa tarde queridos amigos...

Quero agradecer a visita de todos vocês e a atenção que dispensam a minha pessoa! Me sinto muito feliz e desejo tudo de bom, de melhor para cada um, que moram no meu coração! Agradeço também àqueles que vêm aqui e que não deixam comentários porque sei como a vida está corrida e, muitas vezes, apesar de querer, não consigo deixar recados nos Blogs dos amigos.

Muito obrigada!

Eu estou mesmo sem criatividade? Não... Na verdade, criatividade de idéias não me faltam. Como á disse antes, eu crio o tempo INTEIRO, sem trégua ou descanso, mesmo quando estou dormindo. Tá certo... Às vezes eu dou uma parada, como quando estou conversando com os amigos ou falando com o meu pai no telefone (aliás, ele me ligou ontem e estou morrendo de saudade, dele, da minha irmã e da minha mãe!). Eu acho que estou sofrendo de falta de tempo ou falta de ânimo para escrever mesmo, o que é terrível porque idéias abstratas, não concretizadas no papel, não servem de nada para quem deseja publicar um livro. É a mais pura verdade! Não basta ter idéias, é preciso colocá-las para fora, permitir que se transformem em palavras. A concepção da idéia é o primeiro passo, muito cru ainda, que necessita ser lapidado e cuidado com carinho para se transformar no real fruto do nosso trabalho. Então... Estou cheia de idéias e me falta a motivação ou energia para concretizá-las.

Mas não se aflijam os que gostam de mim! Isso é passageiro e, tão rápido quanto veio, irá embora. Não é a primeira vez e sei lidar com isso muito bem: sento e escrevo, mesmo que seja ruim, mesmo que eu não goste e tenha que refazer, mesmo que seja um post de Blog. Não posso me dar ao luxo de passar um dia sem escrever, ainda mais porque tirei um bom par de semanas de férias né? :D Mas estou feliz, os projetos já engatilhados, preparando novos para este ano e concluindo os antigos também. Prevejo muita coisa boa, para todos nós, o que em deixa feliz e cheia de vontade de realizar!

Para encerrar esse post com chaves de ouro, vou deixar aqui um outro texto da minha colega de letras, Roberta Cavalcanti, do Blog Ponto e Vírgula (que está na minha lista de Literatura em Blog). Gosto muito do estilo da Roberta e esse texto, em especial, me chamou a tenção! Adorei e existem outros ainda, um monte deles por lá, de várias temáticas. Quem estiver interessado, dá uma visitada porque vale!

Beijos e abraços para todos. Muita luz e paz em seus caminhos, sorte no que estiverem fazendo.
Hariel.

Lembrar
Grande verdade essa de que uma coisa leva a outra. Pense na letra A. O pensamento seguinte será, muito provavelmente, B, ou então E, I, O, U. E o que dizer do X, Y, Z? Seqüência óbvia e lógica, não é? Se com as letras é assim, imagine com as palavras. Flor lembra jardim, que lembra praça, que lembra balanço, que lembra infância, que lembra passado. Já o passado, ah... Esse lembra tanta coisa... Das lembranças para os sentimentos, se chega à saudade. Saudade do pai que já morreu, do amigo que caiu no mundo, do amor que não foi para sempre. E, falando em sempre: futuro. E esse aí vem puxando as possibilidades, a esperança e o sonho. Sonhos. Embora nem sempre consigamos lembrar bem deles pela manhã, eles nos lembram que precisamos sonhar, dormindo e, principalmente, acordados. Dormir, acordar, comer, amar e... Viver. E estar vivo lembra o quê? Que teremos sempre o que sentir, sonhar, viver e, claro, lembrar. E, já que o assunto é lembrar, o que lembra mesmo a letra A? Ora, é o artigo definido que antecede felicidade, que, aliás, mandou lembrar que nos espera por aí.
(Por Roberta Cavalcanti, do Blog Ponto e Vírgula).


Hariel D. Noone
2/2/2005 12:17:51 PM

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