Terça-feira, Outubro 25, 2005
Domingo foi um dia chuvoso. Depois de ter vagado por São Paulo para exercer o meu direito forçado na nossa "democracia ditatorial", cheguei em casa e me dei conta de que havia levado quatro horas para ir e voltar da votação. Isso porque o transporte público estava, no mínimo, escasso. Mas o resto do dia foi tranqüilo...

Então, julguei que ontem seria mais um dia pacífico e produtivo. Tenho estado bem longe da Internet e assim ficarei até dezembro, visto que tenho MUITO trabalho para fazer e tempo de menos para realizá-lo. Mas tudo bem porque faz parte e isso me faz feliz. Só que não deu para escrever nenhuma linha ontem além da minha coluna semanal! Na verdade, adoro escrever para a Revista Fato... Apenas fiquei frustrada porque não consegui fazer mais nada porque, finalmente, depois de quase cinco meses de obras, os pintores da fachada do edifício chegaram aqui em casa para pintar a varanda e os parapeitos das janelas. Essa obra realmente me encheu o saco! Nunca vi uma empresa tão amadora na minha vida. Além de fazer o serviço à meia-boca, nos irritaram a ponto de eu ter a nítida impressão de que tudo devia ficar bom e conveniente para ELES, não para mim, que sou moradora do edifício. Tá certo que temos de ter boa vontade (e eu tenho até de sobra). Mas aborreceram tanto para, no final, ficar uma droga. E olha que o meu apartamento foi um dos melhores e mais bem pintados.

De qualquer maneira, estou apressada hoje e acumulei serviço de ontem para fazer. Agora tenho que correr atrás de uma empresa de colocação de redes de segurança porque é fundamental que venham o mais rápido possível, do contrário terei que ficar trancada dentro de casa por causa da minha gatinha. Pode?

Abraços a todos.

Tarde
Ventava um vento insistente, insípido e insolente. Ao sol, faltava vontade de aparecer, à chuva, determinação para cair. Uma tarde vazia em que o sorriso não se refazia e as lágrimas secas não se deixavam ver, apenas sentir. E ela sentia a opressão de estar perdida no vácuo de um fim infindável. Era preciso dizer adeus, ela sabia. Escreveu em um pedaço de papel, com o lápis mais claro que encontrou: I need to say goodbye. Em inglês, a frase era apenas isso, uma frase. Subterfúgio para distanciar a razão da emoção, o plano da ação. Com traços timidamente finos, ela confessava, em letras, que, embora soubesse que era preciso, não queria dizer adeus. Sob as tediosas nuvens brancas daquela tarde, ela esperou, uma vez mais, que o telefone tocasse. Mas a noite veio sem que o sol aparecesse, a chuva caísse ou o telefone tocasse. Só as lágrimas se deixaram ver, molhadas pela angústia de tardes perdidas em uma espera inútil."

(Texto escrito por Roberta Cavalcanti, no Blog Ponto e Vírgula.)


Hariel D. Noone
10/25/2005 07:49:04 AM

Segunda-feira, Outubro 17, 2005
Eu detesto o horário de verão! Para ser sincera... Detestar é pouco. Eu realmente ODEIO horário de verão. Mas não tem nada a ver com o relógio em si porque todo mudo sabe que isso é convenção, essa coisa louca chamada "horário". A minha raiva se dá porque meu organismo simplesmente não consegue se adaptar como acontece com a maioria das pessoas.

As primeiras semanas são as piores porque fico completamente desorientada quanto à hora. É apenas nesse período que me dou conta da influência que o sol têm sobre os meus sentidos porque não tenho mais a referência dele para me orientar. Além disso fico mais cansada, exausta, como se adiantar uma hora no relógio e viver assim fosse, aos poucos, me exaurindo e forçando o meu organismo.

Mas, como tudo o que não faz parte de nós passa nessa vida, também o desconforto para com o horário de verão passa e eu me adapto. Mas, quando acontece, já é o momento de atrasar uma hora novamente e voltamos ao horário antigo.

Algumas pessoas me disseram que é psicológico mas, quando o relógio biológico volta a coincidir com o relógio das horas não levo nem uma semana para me readaptar ao horário normal!

Psicológico ou não, meu organismo sente pacas e um pouquinho por dia, o que é muito pior do que mudar de fuso, por exemplo. Um saco. Por isso estou de mau humor hoje! Desde ontem, na verdade. Inaugurei o período da minha crise temporal com uma enxaqueca magistral, coisa linda de morrer! Passei parte do dia derrubada porque nem abrir a janela conseguia. Muito chato.

O meu sábado, por outro lado, foi maravilhoso porque reencontrei dois amigos com quem não falava há muito tempo: o Paulo e o Corr. O primeiro veio aqui em casa e esbarrei com o segundo na Internet por acaso do destino. Coisa boa a gente falar com quem gosta, ainda mais amigos tão queridos. Beijo carinhoso para os dois.

Aproveito para deixar um beijo, abraço e todo o meu sentimento para a minha amiga especial, a Yumi, que ainda não voltou do Japão mas em breve estará conosco novamente. Amiga, sei que você não consegue ler o meu Blog mas isso não me impede de pensar em você e desejar todas as coisas lindas que existem nesse mundo! Te adoro de montão, estou morrendo de saudade e mal posso esperar para encontrar contigo outra vez!

Para os meus outros amigos, não menos queridos porém não mencionados, meu carinho também. Desejo que tenham sempre muita paz, luz e harmonia em suas vidas. Até a próxima, sem enxaqueca, mau humor, porém ainda com horário de verão!

Hariel D. Noone
10/17/2005 08:20:46 PM

Segunda-feira, Outubro 10, 2005
Olá, caros amigos!

Essa é uma passagem meteórica aqui no Blog porque, além de eu estar com saudades de todos, estou correndo atrás do prejuízo para tentar finalizar o meu romance ao menos no prazo limite que me impus. Tenho fé de que conseguirei com empenho... O que significa que eu não deveria estar aqui escrevendo, né? :D

Para os amigos que desejam notícias... sim, é verdade. Hariel seu uma sumida! Mas é tão somente por conta do trabalho. Em breve retomarei minhas atividades e participação nas Comunidades e Blogs. Fique tranqüilos.

Hoje trago algo bem legal: atualização dos links de sites e blogs aqui do Deixa Rolar. Se rolarem o template, perceberão que resolvi alterar oesquema aqui do Blog e estou colocando os links por ordem alfabética e indicados por letras. A mudança foi inspirada no Blog da minha amiga Drika, o Hart's Place (recomendo MUITAS visitas porque é maravilhoso!)

Como mostra das novidades, deixo hoje para vocês um texto em prosa poética do meu amigo Pedro, retirado do Blog Palavras sobre Telas Abstratas. Deleitem-se e visitem porque lá poderão encontrar outros textos, tão ou mais lindos do que este.

"Reformo o coração das águias em vôo, com palavras armadas de um balé sincronizado. Linhas e balas apontadas ao desgosto e verbos afiados a compor a nova estrada. Poesia erudita em rota de colisão, sem perdão pela fé, pela norma e a ética. Língua afinada anunciando a razão, transpondo a fraqueza prescrita nas águas.
Transformo a noite que paira nas almas, com lâminas e acordes num compasso de tempo. As horas contadas para pudores e lamentos, para o vício bendito de crermos no nada.
Piso, altivo, sobre as metas dos deuses. E vivo, conciso, sobre a regra dos seres.
Não permito a fome que não venha do conhecimento, sustento o amor e o ódio pra manter o brilho dos olhos. Deformo palavras para sentir a vida, e mantenho a calma para explodir em chamas.
Reformo o coração dos zumbis em repouso, para criar da inércia o movimento e o contorno. Entrelinhas abertas no coro, no corpo. Eu rasgo as regras para um eterno retorno..."


Abraços a todos vocês, amigos! Assim que der uma folguinha aqui eu volto!

Hariel D. Noone
10/10/2005 01:10:46 PM

Sábado, Outubro 01, 2005
Demorei bastante para atualizar, não é verdade? Desculpem os amigos, mas estive imersa numa semana meio atípica! Em primeiro lugar, briguei terrivelmente com a minha obra esses dias. Segundo que tive uma espécie de distensão muscular nas costas que me impedia de ficar sentada por mais de duas horas consecutivas e, conseqüentemente, me obrigava a interromper o trabalho. Mas falarei sobre cada uma dessas coisas em separado, para que possam ter noção do que têm me acontecido, certo? ;) Vou dividir o meu post em três partes e, mesmo que seja MUITO texto para ler, estou com vontade de escrever. Espero que em perdoem e que possam ler até o fim, mesmo que demore mais que um dia.

Parte 1: Brigando com "Noite Eterna"


Não foi nada de mais, na verdade. Aconteceu o que geralmente me acontece: apesar de eu ter um final mais ou menos previsto, estou sempre muito atenta ao desenrolar da história e dos meus personagens para o caso de ter que alterar alguma coisa. Acho que isso acontece com todo escritor a, depois de ter lido mais da metade do livro do meu colega e amigo Albert Dahoui, "O sucesso de escrever", percebi que atitudes que eu considerava até maior loucas parecem bastante naturais, visto que foram abordadas num livro teórico, não é verdade?

Bom... Mas o caso é que já estou mesmo acostumada a ter re repensar os desfechos das minhas obras em virtude do desenrolar imprevisível da história. Só que foi a primeira vez que cometi um erro FATAL< principalmente para mim, que vejo a escrita como uma profissão mas também como manifestação artística (pois não podemos negar que é uma forma de arte também, e por isso subjetiva muitas vezes): pela primeira vez na minha carreira comecei a me preocupar com o que os outros iam pensar e comecei a escrever de acordo com o que acreditava que a maioria gostaria de ler. Acreditem, não é fácil admitir isso, mesmo aqui. Mas aconteceu por algumas semanas, razão maior do meu entrave, lógico. Porque devemos pensar também nos leitores, no mercado e em vários outros fatores se desejamos ter nossas obras publicadas e vendidas, como imagino que seja o sonho de todo escritor. Contudo temos a OBRIGAÇÃO de atrelar todos esses fatores com aquilo que desejamos escrever e criar enquanto escritores! e essa verdade nunca esteve tão clara para mim porque foi um sofrimento imenso refletir sobre o meu trabalho e sobre a minha postura enquanto "senhora" da minha obra até encontrar, dentro de mim, o motivo que me levava a estar tão infeliz e insatisfeita com o meu trabalho!

e acreditem, meus queridos amigos... Os capítulos que escrevi até agora estão fantásticos, de acordo com minha Agente. Fantásticos do ponto de vista técnico e da própria história! Esse foi um dos motivos que nos levou a marcar duas reuniões, uma na quinta-feira de noite e outra ontem de noite... Porque o trabalho não estava andando, eu estava profundamente deprimida e travada com o texto mas isso não se refletia no que eu já havia escrito (e talvez nunca se refletisse). Parece ridículo falando assim, não é verdade? Parece bem pequeno... Principalmente para aqueles que nunca passaram por essa experiência. E é um drama terrível! Porque escolhi esse caminho porque me faz feliz escrever... e, de repente, a felicidade fora banida para a obrigação. escrevia porque tinha que escrever e não porque me fazia sentir feliz. Isso estava arrasando comigo. e nem estou levando em conta o fato de que aquilo que havia decidido fazer com os personagens poderia ser o que a maioria das pessoas esperavam deles (ou não, porque é apenas um julgamento meu, bem longe da verdade), mas ia de encontro à história e à personalidade de cada um desses personagens!

então... depois de ter criado tudo isso com tanto carinho, de ter atribuído tamanha veracidade e contorno às personalidades que criei, me apercebi dividida entre aquilo que imagino que os leitores gostariam de ler e o que a minha criação me pede em silêncio a cada toque do teclado. E não era a obra que estava vencendo esse embate, para a minha surpresa. estou bastante envergonhada disso tudo.

No final, tirei dois dias apenas para pensar sobre isso, rever a minha postura diante do teclado, avaliar se vale a pena conduzir quando a própria história se conduz tão bem dentro daquilo que criei. Não vale por todo o desgaste físico e emocional que estive vivendo esses dias. Para variar, acho que preciso confiar um pouco mais em mim mesma, na minha obra e nas pessoas, de um modo geral. Agora, depois de ter percebido exatamente qual era o problema (eu querer forçar a história a tomar um rumo "bonitinho"), percebo que me desgastei bastante, talvez sem necessidade. Por outro lado, tenho certeza que evoluí um pouco mais enquanto profissional porque saber olhar para dentro de nós e perceber o que estamos fazendo de errado para travar um texto é algo bem difícil. Ao menos para mim, foi sofrível! Mas já estou bem melhor agora. Bem mais confiante, o que faz toda a diferença. Sofrer por antecipação também não adianta porque, aquilo que imagino ser um problema agora, pode desaparecer no instante da escrita, como acontece na vida real de imaginarmos que algo será um grande problema e, na hora de enfrentarmos, é bem mais simples do que pensávamos.

Hariel D. Noone
10/1/2005 11:05:21 AM

Parte 2: Dor nas costas não me ajudou em nada...


Além desse entrave profissional, cultivei com carinho uma dor terrível nas costas. Digo com carinho porque poderia ter ido ao médico antes mas achei que era besteira e que passaria logo. Bom, não passou, óbvio! daí comecei a ficar preocupada de que estivesse com alguma coisa na coluna porque tenho um histórico de desnível de bacia, etc... Começou do nada. Não havia feito nada além de limpar a casa, o que faço regularmente, todos os dias de manhã! então, como não encontrava um motivo plausível, fui deixando, até que não conseguia mais me sentar, levantar e nem virar o corpo, de tanta dor.

Então vocês viram para mim e dizem: "foi quando resolveu ir ao médico?". Resposta: não! Resolvi tomar Dorflex. Na verdade, detesto médico e sabia que eles iam acabar me passando aqueles remédios fortes pra caramba, que estragam o meu estômago e o meu bolso! Se passasse com o Dorflex seria uma beleza, né? Não passou... eu até acordava melhor, mas durante o dia ia piorando horrores até que de noite mal podia me mexer. Muito estranho. Fiz um ato-diagnóstico de coluna e comecei a ficar BEM preocupada. Ontem, finalmente, depois de uma semana, resolvi ir ao ortopedista, no pronto socorro, que é para dar um jeito mais rápido. Meu receio era que, a essa altura, eu tivesse que engessar alguma coisa! Pior, que fosse algum tipo de tendinite que estivesse já tomando as minhas costas (seria um pesadelo).

Nem preciso dizer que entrei naquele consultório com o estômago na boca, não é? Pois bem... O ortopedista me examinou direitinho e o diagnóstico foi: distensão muscular nas costas, provavelmente porque carreguei cerca de dez quilos em cada mão em sacolas de compras duas semanas antes. Como a distensão não foi cuidada, foi se agravando. saí do hospital com duas picadas de agulha de injeções para dor e inflamação, mis um receita de um remédio forte pacas que tenho que tomar por quatro dias, de 12 em 12 horas... Além de ter que colocar bolsa de água quente para ajudar no tratamento. Mas poderia ser pior... Poderia ser tendinite generalidade (nem sei se isso existe) ou algum problema na coluna mesmo. Mas o fato é que estou sentada aqui há menos de uma hora e minhas costas estão doendo MUITO. Tomei o remédio as nove e já deveria ter dado efeito. Ou seja, continuo com dor... Acho que terei que voltar no hospital semana que vem. Coisa chata, né?

Hariel D. Noone
10/1/2005 11:03:36 AM

Parte 3: Todo o resto!


Mas apesar de nem tudo na vida ser cor-de-rosa, como a Hello Kitty, muitas coisas legais me acontecerão também, entre uma crise e outra ou uma dor e outra. Para começar, assisti um anime MA-RA-VI-LHO-SO, chamado "Loveless". Maravilhoso porque fazia MUITO tempo que não assistia uma animação japonesa que mesclasse romance, introspecção, questionamentos e magia (gênero fantástico) com personagens tão sólidos, apaixonantes e numa trama tão interessante e bem amarrada. "Loveless" lavou a minha alma me vários sentidos, principalmente no de criação. Visual impecável,argumento incrível e um final que se encaixou com perfeição em todo o resto. Feliz ou infeliz, isso é mais uma interpretação de cada um. Mas, apara terem uma idéia, o título do último capítulo é "Endless", o que não significa que a autora tenha deixado a história em aberto, muito ao contrário. Mas indica pelas atitudes dos personagens, seu amadurecimento, que o fim pode muito bem ser o começo e que estamos sempre recomeçando em nossas vidas. Lindo de morrer e recomendo para TODO MUNDO que curte animação. Só tem um problema (que pode não ser um problema se o espectador não for preconceituoso. Bem, preconceito não faz parte do meu vocabulário...). É um anime Shounem Ai. Para quem não sabe, Shounem Ai, em Japonês significa literalmente "Amor de Meninos", ou seja... É uma animação em que o "par romântico" são dois rapazes. Na verdade um rapaz e um garoto. Mas como é tudo MUITO sutil e o desenvolvimento do sentimento entre eles vai além da paixão, algo muito mais espiritual e de destino, não é apelativo. Muito ao contrário. É uma poesia ao amor sem fronteiras, na minha concepção do assunto. Sintam-se livres para julgar. em último caso, aqueles que surtem animação poderão contar com uma excelente história, apesar de introspectiva, da luta de um garoto para superar a perda e a ausência daqueles que já morreram e se reencontrar em seu universo interior depois que todas as lembranças do episódio mais triste de sua vida o deixaram. Sozinho, esse personagem precisa se redescobrir para então, redescobrir aqueles que o cercam, sejam amigos, família ou o amor que ele nem imaginava encontrar. Tudo isso numa atmosfera de magia fantástica!


Ritsuka e Soubi, os protagonistas de "Loveless"!



eu poderia falar por horas sobre "loveless" porque me impressionei mesmo com a qualidade da obra, visto que séries curtas ("Loveless" tem apenas 12 episódios) são marcadas por finais lamentáveis, ainda que a animação seja excelente. Foi o que aconteceu comigo em "Visions of Escaflowne", uma animação fora de série que teve um final... Bem mediano! Fazer o que, não é verdade? A trilha sonora de "Loveless" é primorosa também. Boas trilhas sonoras fazem toda a diferença...

Além de "Loveless", vi "Mirage of Blaze", outro anime de fantasia muito bom. Mas peguei apenas os longas, não a série para TV. Posso dizer que adorei a história mas as séries têm mais tempo para desenvolver os personagens e isso me agrada mais. Foi o que aconteceu com "X", da CLAMP... Outra animação que vale a pena de ser vista, apesar de o tema ser apocalíptico e o espectador permanecer coma sensação de tragédia iminente por TODOS os 24 capítulos! Nada de romance (a não ser entre os personagens secundários) e um cenário soturno que inspira a desilusão. Muito boa história!

Estou lendo "Por um fio", do Dráuzio. È difícil falar sobre esse livro porque cometeria um crime com aqueles que ainda não leram. Dráuzio é, sem sombra de dúvidas, um dos meus escritores favoritos pela forma real com a qual ele partilha de sentimentos tão deles, levando-nos a sentir o que ele sentiu... Ou ao menos termos essa sensação. "Por um fio" é uma obra de extrema sensibilidade porque é real. É impossível não imaginarmos que pessoas de verdade passaram por aquelas situações e que outras tantas devem estar passando pela mesma experiência enquanto lemos. Atordoante e MUITO bom. Maravilhoso! O outro livro que estou lendo (já terminando) é "O sucesso de escrever", do Albert, já citado mais acima. Estou gostando muito de ler esse livro porque está me levando a observar certos detalhes da minha obra que eu não percebia antes. De certa maneira, muitas das sugestões eu acabei até adotando na minha escrita de maneira intuitiva, porque sempre li muito. Outras são interessantes mas eu não a dotaria porque acho que já tenho um caminho de escrita definido, um tipo de estilo meu. Mas é sempre bom estarmos familiarizados com os aspectos técnicos. Nunca me canso de aprender e de refletir sobre o que posso melhorar na minha escrita! Do contrário, preferiria não escrever! O livro do Albert é um passo inicial interessante para aqueles que desejam fazer de sua escrita uma profissão, principalmente os escritores iniciantes que desejam escrever ficção. Recomendadíssimo.

De quadrinhos, li os volumes 4 de "Tokio Babylon" e o 18 de "X", ambos do Grupo CLAMP. SOu fanática pelo Subaru Sumeragi, protagonista de Tokio Babylon e u dos personagens de apoio de X. A problemática desse personagem e o desenvolvimento que a roteirista deu para ele no salta de 10 anos de uma obra para outra me encantam, fascinam e me deixam assim, completamente louca para ler o próximo volume. Mal posso esperar. Não vou ficar falando da história para vocês porque, além d e ser um saco e esse post estar imenso, deixarei o imaginário de cada um criar as próprias impressões a partir do que falei de "X" mais em cima. A saber que "X" é continuação de "Tokio Babylon". Li ambos em Japonês, há bastante tempo. Mas resolvi comprar em Português também porque é BEM mais fácil de entender, claro! Percebi algumas nuances que havia deixado passar antes e tudo está fazendo muito mais sentido. A história é incrível...

Bem gente, acho que vou ficando por aqui. Queria agradecer a todos por trem lido minhas palavras até esse ponto porque é um saco quando temos que ler um monte de abobrinha na tela, né?

Par aqueles que me perguntaram, comprei minhas caixas de som mas o problema não eram as caixas de som e sim a placa de som... Tive que reinstalar a dita e voilá: funcionou direitinho. Mas tudo bem porque as minhas caixinhas novas são bem lindinhas!

Até a próxima.

Hariel D. Noone
10/1/2005 11:01:35 AM

Arquivos